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Financiamento público de campanha? Não!

Por Wagner Vargas para o Jornal Imprensa de 21/12/2013

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Como Mandela deve ser lembrado?

Por Wagner Vargas

Dissertar sobre uma autoridade moral inconteste— ou um grande líder— para a maioria é uma tarefa hercúlea e exige responsabilidade adicional ao de costume. O símbolo e o status de herói são muito mais que fonte inspiração, já que a morte recente exalta todos os tipos de emoções possíveis, até dos que sequer sabiam o nome do homenageado em questão e,portanto, uma vírgula fora do aprovado pelos “doutores do senso comum” pode ser enraivecedor, rendendo ao escriba adjetivos pouco acolhedores.

Sem enaltecer e sem denegrir: ícones são de carne e osso e tem seu valor — caso contrário não se tornariam referência, ainda que seu valor seja apenas o discurso, como é o caso de meia dúzia de famigerados estadistas brasileiros que, até hoje, insistem em apoiar ditaduras, inclusive africanas— e, apesar do proselitismo, a perfeição é, ainda, desconhecida pelos que, aqui, habitam.

Preso por 27 anos, Mandela sempre vai ser lembrado como símbolo de luta contra a opressão sofrida pelos negros e como ícone de liberdade— apesar de ter militado em movimentos comunistas. Venceu a luta contra o Aphartheid e, quando primeiro presidente democrático, optou pelo perdão aos opressores antigos. Pregador a paz ou “injusto” por não sugerir devida punição de apoiadores do antigo regime, o fato é que ele foi original e seguiu suas convicções em não corroborar o já eminente ódio racial.

Questões, ainda obscuras, como sua suposta proximidade com a família Rockfeller e o peso dela para sua saída da cadeia nos anos 90, fizeram com que publicações, como a The New Republic classificassem como “complicada” a concessão das minas de diamante do país aos Rockfeller, cedidas pelo reconhecido combatente da opressão racial, quando chefe de Estado.

Há, ainda, a “surpresa” da carta de Mandela, que emitia ressalvas sobre o filme Diamante de Sangue, já que visão de estadista prevalecia à de romântico lutador, o que, talvez, tenha sido um posicionamento responsável, dada à importância econômica do setor para o país e a repercussão de suas palavras como ex-presidente. Por outro lado, a ocasião, também, pode ser mal vista, já que o documento poupa The Beers e outras empresas de críticas aos atos análogos à escravidão, cometidos por algumas delas no período que relata o filme. E dar o benefício da dúvida sobre os reais interesses da ação do, então, líder pode ser o melhor caminho e, ainda sim, não farão sequer uma gota em seu legado de combate a opressão contra os negros— ainda que tenha sido amigo de assassinos como Saddam Hussein,Yasser Arafat e Fidel Castro .

O Oportunismo das minorias
Sem canonizar— mas, também, considerando que críticos estejam munidos calúnias— o que nos interessa é que, se lenda ou farsa, uma imagem pública não seja cooptada por militantes do “coitadismo”, presente em movimentos de minorias do Brasil, os mesmos prosélitos da lógica non sense de “dívida social” e da prática da intolerância racial, discursando em prol da igualdade. A escravidão, infelizmente, sempre existiu e a questão étnica como segregacionista surgiu de forma pontual, já que a escravidão e venda de pessoas de caráter “intra-racial” fez parte da triste realidade africana, inclusive, e é algo tão espúrio quanto o preconceito inter-racial que ainda mancha os dias atuais.

Ser contra o Racismo é, também, não promover o ódio a outras raças bem como não fazer demagogia, endossando ações promovam a quitação de dívidas coletivas do passado por descendentes que se quer haviam nascido—como a questão das cotas—; Que o culto à figura de Mandela, dos próximos dias, não desperte o proselitismo oportunista dos anjos estadistas que delegam a própria responsabilidade individual ao Estado, como se isso fosse algo bom para as pessoas.

Muito óbvio dizer tudo isso? Pode ser! Mas, num país que, ainda, tem Marighella e Che Guevara como heróis, pode-se se esperar de tudo. Arrisco dizer que nem Nelson Mandela, quando comunista, gostaria de ver seu nome e imagem— agora, eternizados— associados ao ódio e intolerância dos “auto-vitimizados” líderes das minorias daqui, ainda que seja em combate ao racismo.

Como diria o filho do Brasil e eterna vítima operária: “uma parte da história da Dilma me lembra muito a do Mandela”; Que Deus o livre dessa, para que, realmente, descanse em paz. 

Rumo ao Apartheid Brasileiro

Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal podem ter vagas reservadas para parlamentares que se autodeclarem negros. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 116/11 que traz as famigeradas cotas raciais para a política. A ideia é dos petistas Luiz Couto e João Paulo Cunha. Para eles, os negros estão sub representados e esta seria uma forma “democrática” de resgatar uma “dívida social” e de ser justo quanto a representatividade populacional da etnia em questão.

Não é fácil identificar um bom político, mas pode ter certeza que os que defendem o resgate de uma dívida social entre gerações, sem dúvida, não passam de picaretas oportunistas. Qualquer tipo de segregação, de um determinado grupo— quer seja por etnia, classe social, por religião e etc — é absurda, mas João Paulo Cunha pertence à uma classe que deveria ser proibida de entrar no país: a dos bandidos e não sou eu que o estou classificando, a condenação veio do STF.

Se todo brasileiro é um cidadão e tem o direito de votar, quem estes senhores, deputados, acham que são, para dizerem se um grupo está ou não representado? Quem decide a representatividade parlamentar é o povo e ele não precisa de babá ou de ajuda patriarcal para isso. Se existem menos negros, índios, gays no Congresso do que os registros demográficos, é sinal que boa parte da população tem maturidade para entender que não é necessário ser negro para defender o fim do racismo, ou gay para ser contra descriminação, basta ter bom senso e ser a favor do Estado de Direito, já assegurado pela Constituição.

Dívida Social? 
Vamos supor que meu bisavô tivesse sido escravo, qual o sentido de eu receber um privilégio por conta de algo que ele sofreu, se quem sofreu foi ele e não eu? Pior, qual o sentido de fazer uma pessoa pagar por crimes que seus ascendentes cometeram? Seguindo esta lógica racista de dívida social, teríamos que punir os descendentes de Zumbi dos Palmares, já que ele manteve negros em regime de escravidão no quilombo; Assim como os negros africanos que embolsaram fortunas, exportando seus conterrâneos para serem explorados no Brasil. Percebem a falta de lógica? Ademais, reservar algo para quem se autodeclara “afrodescendente”, é bem controverso, afinal, quem não é afrodescendente, ainda mais, no Brasil? 

A escravidão foi uma prática nefasta do passado, praticada por indivíduos,autônomos em suas ações, assim como são os de hoje. Ou seja, apesar de se identificarem com certos grupos, as pessoas não nascem grudadas a eles, cada uma responde por suas próprias ações. Ser contra o racismo é lutar para que as mesmas regras sejam válidas para todos os indivíduos, sem distinção, não importa a que grupo pertençam; É dar as pessoas os mesmos direitos e deveres.

Dizer que os negros são a camada populacional mais pobre, também não justifica as cotas raciais, mas,sim, traz a necessidade de se discutir cotas sociais. Caso esta PEC entre em vigor, qual será o próximo passo? Espaço reservado nos ônibus? Mesas apenas para negros em restaurantes?

O PT é um partido que bate recordes de hipocrisia, pois, há dias, o blog de Dilma apresentava uma imagem que comparava Joaquim Barbosa a um macaco. Ora, racismo contra a oposição, pode?

As pessoas não percebem, mas a última coisa que estes líderes do movimento negro, gay e etc, querem, é acabar com o preconceito, pois, afinal, o que eles fariam da vida se isso ocorresse? Coitados! Não teriam uma causa nobre como desculpa para obterem privilégios e insuflarem o próprio ego em público. Acima de tudo não teriam sequer um emprego para embolsarem recursos do cidadão, enquanto pousam para foto como justiceiros.

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