Rumo ao Apartheid Brasileiro

Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal podem ter vagas reservadas para parlamentares que se autodeclarem negros. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 116/11 que traz as famigeradas cotas raciais para a política. A ideia é dos petistas Luiz Couto e João Paulo Cunha. Para eles, os negros estão sub representados e esta seria uma forma “democrática” de resgatar uma “dívida social” e de ser justo quanto a representatividade populacional da etnia em questão.

Não é fácil identificar um bom político, mas pode ter certeza que os que defendem o resgate de uma dívida social entre gerações, sem dúvida, não passam de picaretas oportunistas. Qualquer tipo de segregação, de um determinado grupo— quer seja por etnia, classe social, por religião e etc — é absurda, mas João Paulo Cunha pertence à uma classe que deveria ser proibida de entrar no país: a dos bandidos e não sou eu que o estou classificando, a condenação veio do STF.

Se todo brasileiro é um cidadão e tem o direito de votar, quem estes senhores, deputados, acham que são, para dizerem se um grupo está ou não representado? Quem decide a representatividade parlamentar é o povo e ele não precisa de babá ou de ajuda patriarcal para isso. Se existem menos negros, índios, gays no Congresso do que os registros demográficos, é sinal que boa parte da população tem maturidade para entender que não é necessário ser negro para defender o fim do racismo, ou gay para ser contra descriminação, basta ter bom senso e ser a favor do Estado de Direito, já assegurado pela Constituição.

Dívida Social? 
Vamos supor que meu bisavô tivesse sido escravo, qual o sentido de eu receber um privilégio por conta de algo que ele sofreu, se quem sofreu foi ele e não eu? Pior, qual o sentido de fazer uma pessoa pagar por crimes que seus ascendentes cometeram? Seguindo esta lógica racista de dívida social, teríamos que punir os descendentes de Zumbi dos Palmares, já que ele manteve negros em regime de escravidão no quilombo; Assim como os negros africanos que embolsaram fortunas, exportando seus conterrâneos para serem explorados no Brasil. Percebem a falta de lógica? Ademais, reservar algo para quem se autodeclara “afrodescendente”, é bem controverso, afinal, quem não é afrodescendente, ainda mais, no Brasil? 

A escravidão foi uma prática nefasta do passado, praticada por indivíduos,autônomos em suas ações, assim como são os de hoje. Ou seja, apesar de se identificarem com certos grupos, as pessoas não nascem grudadas a eles, cada uma responde por suas próprias ações. Ser contra o racismo é lutar para que as mesmas regras sejam válidas para todos os indivíduos, sem distinção, não importa a que grupo pertençam; É dar as pessoas os mesmos direitos e deveres.

Dizer que os negros são a camada populacional mais pobre, também não justifica as cotas raciais, mas,sim, traz a necessidade de se discutir cotas sociais. Caso esta PEC entre em vigor, qual será o próximo passo? Espaço reservado nos ônibus? Mesas apenas para negros em restaurantes?

O PT é um partido que bate recordes de hipocrisia, pois, há dias, o blog de Dilma apresentava uma imagem que comparava Joaquim Barbosa a um macaco. Ora, racismo contra a oposição, pode?

As pessoas não percebem, mas a última coisa que estes líderes do movimento negro, gay e etc, querem, é acabar com o preconceito, pois, afinal, o que eles fariam da vida se isso ocorresse? Coitados! Não teriam uma causa nobre como desculpa para obterem privilégios e insuflarem o próprio ego em público. Acima de tudo não teriam sequer um emprego para embolsarem recursos do cidadão, enquanto pousam para foto como justiceiros.

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About Wagner

Jornalista, trabalha com assessoria de imprensa e comunicação estratégica; escreve artigos de sobre política econômica para o Jornal Imprensa e é articulista jovem do site do Instituto Millenium. Jornal Imprensa: http://jornalimprensa.com.br/ Instituto Millenium: http://www.imil.org.br/ facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002044718065 E-mail: wagneraugusto.vargas@gmail.com

Posted on Novembro 4, 2013, in Uncategorized. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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