PT a estrela que se queimou!

Por Wagner Vargas para o Jornal Imprensa de 08/09 e para o Voz da juventude ( edição de Setembro)

Apesar da morosidade da justiça, não há como negar que os rumos do julgamento dos mensalão estão trazendo à tona outro cenário para os interlocutores brasileiros, o de que: os amigos do rei também podem ir, sim, para o calabouço. As condenações dos petistas Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil e de João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos deputados e a do publicitário Marcos Valério deixam, ao menos, dúvidas no que antes era uma certeza de impunidade, já que ambos têm relação simbiótica com os comandantes da máquina federal.

O aparelhamento do Estado e o uso de tráfico de influência para atender necessidades partidárias, por meio de bens públicos, têm sido mote de revolta popular, sem muita ação, é verdade, porém estabeleceu o mensalão como maior escândalo de corrupção, até então, descoberto. No entanto, apesar da desmoralização popular da classe política em geral, a situação é completamente paradoxal, vide a alta capacidade da população de acreditar em “contos de fada” e a popularidade de Lula e do PT, que, nesse sentido, não me deixam mentir.

É meio difícil crer que o comandante de um barco não tenha nem ideia do rumo que as coisas estão tomando. Fica, ainda, mais complicado quando o mesmo comandante tenta negar que, sequer, o barco navegou ou tenta, ao máximo, adiar a perícia que, em tese, descobriria para que lado o barco, realmente, foi. Penso que teria de ser muito ruim de escolha para ser enganado por uma tripulação toda que eu mesmo selecionei ou talvez azar, apenas… muito azar, mesmo! E, tem mais, não costuma ser normal fazer pedido de desculpas por algo que não se fez. Isso seria, realmente, um ato de nobreza, não? Ainda mais quando se faz isso em rede nacional.

As pessoas reclamam de corrupção na política, mas, infelizmente, ainda tentam se secar pulando na água. Nas eleições à prefeitura de São Paulo, por exemplo, Haddad apresenta certo crescimento nas pesquisas. Além do “sucesso” que protagonizou no ENEM, o candidato é apadrinhado por Lula e pelo imaculado administrador público, Paulo Maluf. Bem que Haddad avisou que seria o candidato da renovação, isso sim é que é renovação, hein? (Deixo do tal bilhete unificado, apelidado por Serra de “bilhete mensaleiro”, para um texto de economia, mas com a atual situação das finanças paulistanas, é óbvio que esses devaneios populares só serão realizáveis com aumento de impostos).

Mas, voltando ao foco nacional, Dirceu, Delúbio e companhia ainda estão bem tranquilos e tomara que isso dure muito pouco e que, verdade seja dita, não temos muito a comemorar sobre a “saída” de Lula do poder, pois ficamos com Dilma de herança. Mas podia ser pior, e, se ninguém tivesse tido a coragem de denunciar o mensalão, muito provavelmente, o presidente seria José Dirceu. Como diria o ex deputado federal, Roberto Jefferson: “Salvei o Brasil do Dirceu”.

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About Wagner

Jornalista, trabalha com assessoria de imprensa e comunicação estratégica; escreve artigos de sobre política econômica para o Jornal Imprensa e é articulista jovem do site do Instituto Millenium. Jornal Imprensa: http://jornalimprensa.com.br/ Instituto Millenium: http://www.imil.org.br/ facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002044718065 E-mail: wagneraugusto.vargas@gmail.com

Posted on Setembro 18, 2012, in Uncategorized. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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