O “politicamente correto” também nas questões ambientais

Por Wagner Vargas para o jornal Imprensa de 30/06/2012

Não há como negar a importância de se discutir questões ambientais e em como criar meios para se estruturar um desenvolvimento sustentável em vários âmbitos como na economia, por exemplo. No entanto, os debates sobre esses temas ainda estão um tanto separados do bom senso e do racionalismo e mais envoltos aos alarmismos “messiâniacos” de alguns chefes de estado. Essa postura, quase que religiosa, é sustentada por discursos como os do secretário geral da ONU, Ban Ki Moon, que chegou a colocar a conferência Rio+20 como única e última oportunidade para salvar a humanidade e garantir que tenhamos um futuro sustentável. Além de estar fora da realidade, essa perspectiva “politicamente correta”, torna-se generalista e, muitos que não entendem nada sobre ciência, saem repetindo essas “verdades universais” sem nem saberem do que se trata. Será que esse é melhor caminho para a promoção de políticas sustentáveis?

É importante ressaltar que, quem mais marca presença em conferências ou reuniões internacionais de chefes de estado é a demagogia. São vários pseudo super heróis querendo salvar o mundo com um discurso sem muita conexão com a realidade, mas com aparente afinidade com a causa social. Está claro que não existe honestidade intelectual nesse tipo de debate, a briga é por quem influencia mais pessoas com as suas ideias e não para como, realmente, resolver o problema. Experimente, o leitor, contestar ou perguntar sobre a veracidade de teorias como a do aquecimento global, por exemplo, ou que o aumento do nível do mar pode ser conta de outros fatores.

Apesar de existirem cientistas sérios, que negam a existência dessa questão, quantas das vezes, que tentarmos questionar as coisas saindo um pouco do “pensamento de rebanho”, seremos chamados de malucos? A ideia não é discutir qual teoria está correta— e este autor nem tem qualificação para tal— mas sim, questionar como o público interpreta determinadas situações que já estão sendo tidas como verdade absoluta. E, do ponto de vista econômico, seria muito mais sustentável fazer com que os países mantivessem seus gastos adequados às suas receitas do que a perda de tempo criticando a maldade do ser humano.

O ambientalista dinamarquês, Bjorn Lomborg trouxe dados com outra perspectiva para esse debate. Segundo seus estudos, mais pessoas morrem de frio do que de calor, algo pouco divulgado já que o alarmismo que causa medo da população mundial é justamente sobre o aquecimento. Ele apresentou, também, dados sobre o aumento da população de ursos polares dos anos 70 até os dias atuais (5 de vezes maior), atribuindo isso à redução da caça e não a modificações no clima. Lomborg também apresentou estudos que apontam os locais mais frios como os de maiores índices de morte dos ursos polares, diferente do que acredita o senso comum.

O embaixador chefe do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, chegou a idealizar, oficialmente em 2009,  que os países desenvolvidos criassem um fundo de, ao menos, U$30 bilhões para o investimento em soluções sustentáveis. Algo, porém, sem muita concretude ou perspectiva de retorno. Uma visão um tanto distorcida que enxerga  que os países mais ricos como únicos responsáveis em arcar com tal responsabilidade, por serem maiores poluidores. Mesmo que ele estivesse correto em sua transferência de responsabilidades, a crise mundial inviabilizaria tal estratégia. Já Lomborg, mais realista, afirma que os milhares de recursos despendidos para essas causas ambientais, ainda incertas, seriam aproveitados de forma mais eficaz se empregados no combate direto à fome, ou à AIDS, trazendo à tona o entendimento da relação do custo de oportunidade de determinadas ações.

Quando lidamos com assuntos que demandam alta popularidade é natural que, tanto os ingênuos, quanto os oportunistas estejam presentes. Esse cenário abre espaço para o velho golpe do “politicamente correto” de: utilizar causas nobres para ganhar força política para promover medidas que flertam com o autoritarismo. Isso acontece em vários âmbitos como no controle da mídia ou na centralização econômica. Já, nos temas ambientais, abre-se espaço para o discurso melancia, verde por fora, mas, Vermelho (marxista) por dentro.

Verificar e ou questionar quais são os interesses de quem está proferindo as informações, é, essencialmente, válido e evita que nos tornemos idiotas úteis, servindo, apenas, de massa de manobra para determinado grupo. Nunca é demais dizer que os lideres com perfil mais “controlador” sabem que a mentira é uma arma muito mais poderosa do que a força bruta em si.

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About Wagner

Jornalista, trabalha com assessoria de imprensa e comunicação estratégica; escreve artigos de sobre política econômica para o Jornal Imprensa e é articulista jovem do site do Instituto Millenium. Jornal Imprensa: http://jornalimprensa.com.br/ Instituto Millenium: http://www.imil.org.br/ facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002044718065 E-mail: wagneraugusto.vargas@gmail.com

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