Dilma Roussef em: “Política econômica equivocada e o amor pelos impostos!”

Por Wagner Vargas para o jornal Imprensa de 17 de dezembro de 2011

Desde a corrida presidencial, Dilma tem defendido uma fórmula pouco compreensível, quando se fala de política econômica. Ela promete firmeza no controle da inflação, mas deixa claro o interesse em baixar a taxa de juros e em manter o aumento do crédito. Outro “objetivo” do governo é a contenção de gastos, só que, sem diminuir a contratação de servidores públicos, focando em aumentar os investimentos em infra-estrutura e com o salário mínino aumentando acima da inflação. Para completar, o discurso Petista demoniza a privatização, como se os serviços públicos suprissem a necessidade de todos e com qualidade — a maioria deles, nem ao menos funciona.

Sem a contenção de gastos, esse viés de baixa nos juros, concomitante ao aumento do crédito, é algo insano. Quanto mais se incentiva o consumo, mais se impulsiona a inflação, ou seja, é maior a necessidade da manutenção dos juros altos para que os salários não sejam corroídos. De nada adianta crescer ou aumentar o mínimo, se valor real do dinheiro, seu poder de compra, for menor. Além de uma inflação fora da meta este ano, o setor de serviços continua a pressioná-la para cima e a estimativa do IPCA é que o Brasil esteja com a inflação entre 5,4 % em 2012, ainda acima da meta de 4,5%.

No Brasil, todos sabem que o setor público carece de boa administração. Isso, basicamente, evolve controle de gastos,  da inflação e a adequada alocação de recursos para setores estratégicos, fomentando assim, um mercado competitivo. Bem diferente do discurso político, o relatório da associação contas abertas demonstra que a contenção não foi nos gastos, mas sim nos investimentos: foram R$ 16,5 bilhões a menos, de 2010 para 2011. Os dados do Siafi, Sistema de Administração Financeira e do relatório do ministério do planejamento sobre investimentos das estatais deixam isso bem claro, a retração foi de R$ 8 bilhões nos projetos pelos ministérios e de R$ 8,5 bilhões naqueles promovidos pelas estatais federais — informações atualizadas pelo IGP- DI .

Quando se cobra mais investimentos do governo, não é no sentido de depender disso para o crescimento, como afirmam os desenvolvimentistas. Ao contrário, o setor privado tem uma participação importante nesse processo. Porém, a alta carga tributária para patrões e para empregados, inibe a participação do setor privado em uma série de projetos e o próprio trabalhador tem menos opções de consumo e de poupança, pois em quase tudo que compra, ao menos 30%, são só para pagar impostos.

O aumento de impostos é outra estratégia insana do governo para geração de caixa. Será que o Estado cuida do nosso dinheiro, melhor do que nós mesmos? Por mais que seja bonito afirmar que “quando estou com as coisas dos outros minha atenção é dobrada” a realidade é completamente diferente. Todos sabem que a dor é muito maior, quando vem no próprio bolso, logo, o cuidado vai ser maior também.

Outra prova disso é a irresponsabilidade do Governo Dilma em manter os impostos em quase 40% do PIB e os investimentos em pífios 3%, com serviço público que não funciona. Essas escolhas atrapalhadas de gerenciamento de recursos geram um desperdício imensurável— isso porque eu nem estou contando a corrupção— e quando o erário precisar de mais recursos… Sem problemas, a gente paga mais e tudo se resolve!

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About Wagner

Jornalista, trabalha com assessoria de imprensa e comunicação estratégica; escreve artigos de sobre política econômica para o Jornal Imprensa e é articulista jovem do site do Instituto Millenium. Jornal Imprensa: http://jornalimprensa.com.br/ Instituto Millenium: http://www.imil.org.br/ facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002044718065 E-mail: wagneraugusto.vargas@gmail.com

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