O fim da ilha da fantasia, rumo a uma Cubalibre!

O fim da ilha da fantasia, rumo a uma Cubalibre!


Por Wagner Vargas, para o jornal Imprensa   13/08

  Na semana passada, o atual chefe de Estado cubano, Raul Cástro, anunciou a possibilidade de efetuar uma significativa reforma econômica, bem moderna para um país que diz ser socialista, liberalizando restrições impostas há 50 anos. Medidas como a legalização da existência de empresas privadas, a possibilidade dos cidadãos comprarem carros sem o intermédio do Estado e a permissão para que os cubanos viajem ao exterior. Qual será o motivo dessa abrupta  mudança de rumo na ilha latino americana? A resposta é muito simples…  A falência, a bancarrota econômica ou a aproximação dela!
  Analistas afirmam que essas reformas não mudam sistema político do país, mas a informação é falsa, porque quando o governo legalizar a propriedade privada dos meios de produção, o país deixará de ser socialista. Era para ser uma transição para uma sociedade sem classes e sem Estado, mas acabou formando outra elite burocrata, com um povo em condições precárias e um monopólio Estatal, nas mãos de governantes que não saem do poder. Pois é… Mais de 50 anos e nada de se chegar ao comunismo!  Será que a cúpula de Fidel percebeu que o comunismo é totalmente inviável? Ou ele gostou demais do poder para largá-lo? De qualquer forma, dizer que o capitalismo é um sistema ruim pela busca do lucro e poder é inócuo, porque estes dois itens são inerentes ao homem e existirão em qualquer sistema vigente.
 É natural constatar que o socialismo tenha fracassado, estranho seria se fosse diferente, pois ditadores como Fidel, Stálin, Hugo Chaves, nada adeptos da realidade, fugiram da primeira aula de economia. Nela, aprende-se sobre a escassez dos recursos disponíveis na humanidade, ou seja, eles ainda não sabem, mas os recursos naturais não são abundantes e, portanto, não faz sentido sustentar um governo inchado e perdulário, no qual um grupo burocratas planeja a oferta e a demanda de forma central. Com isso, obriga-se o produtor a aumentar a oferta, sem necessariamente saber para quem vai vender seus produtos, influindo diretamente nos preços das mercadorias. Neste caso, não é a maior procura de um bem que irá sinalizar a necessidade de aumento na produção, mas sim meia dúzia de “chefes” que decidirão de maneira arbitrária. Quem garante que eles realmente vão acertar?

  Pois é, não vão!  É impossível saber o que cada pessoa deseja consumir, por isso que o socialismo é um fracasso econômico. Apenas o livre mercado é capaz de sanar isto, porque, nele, os preços ajustam-se de acordo com a oferta e a demanda dos bens, o que mantém os produtores em alerta a fim de alocar melhor seus recursos. Ludwig Von Mises dizia que as pessoas não bebem Whisky porque existem destilarias, mas que as destilarias existem porque as pessoas bebem.  A planificação econômica na extinta União soviética, pioneira em suprimir a livre concorrência, os preços de 30 mil itens de commodities eram definidos por uma cúpula. Além de causarem crises fiscais e distorções no mercado, faltavam-lhes insumos nas prateleiras, assim como acontece com Cuba. Isto comprova que este tipo sistema só se sustenta quando há um financiador, como foi a URSS e como é a Venezuela, subsidiando barris de petróleo para Cuba.

filhos de Marx numa transa adúltera com a coca cola”

  Salvo raras exceções como a medicina, algo que ainda funciona em Cuba, seu o povo divide misérias enquanto o grupinho de Fidel tem acesso a tudo. Muitos governantes travestem-se de filantrópicos, até dizem lutar pelos pobres, mas o fazem para manter-se no poder, a serviço de seus respectivos partidos… Vide Lula, Fidel e Hugo Chaves— que faz da Venezuela uma ditadura, de infra-estrutura precária que passa por pesados racionamentos de energia para evitar apagões gerais. O Estado não existe para brincar de ser empresário, ele é importante para fazer que os contratos sejam cumpridos, evitando que liberdade de um prejudique a de outro. Cabe a ele fomentar um mercado competitivo, sem a existência de monopólios.
 É pura arrogância, acentuar a centralização econômica, pois nada pode ser controlado de maneira efetiva; Nem mesmo a própria vida que, a todo tempo, é afetada por fatores externos influentes no cotidiano de todos; Ingênuo àquele que não percebe isto! Tal insensatez é uma premissa no sistema socialista— por conta de sua ditadura política que acha que pode desenhar a economia por meio de um monopólio Estatal—e também em sua suposta “evolução”, o comunismo. Nele, a sociedade funcionaria sem classes e sem Estado, em plena igualdade. Ninguém fiscaliza, porque todos cumprem seu papel. Provável que o papai Noel seja o chefe de Estado o coelhinho da páscoa vice.
 Depender da bondade das pessoas no mundo da fantasia sim, mas para economia isto não funciona. Adam Smith já falara que não é por conta da generosidade do padeiro que o consumidor tem acesso a um pão de qualidade em sua casa, mas sim graças à busca do consumidor por maior qualidade a um menor preço, atrelada ao interesse do produtor em direcionar preços mais atrativos que os de seu concorrente.
 
 A busca pelo lucro não é algo imoral, o problema aparece quando os valores éticos são ignorados para alcançar esse fim. O mesmo vale para a especulação, pois, a todo instante, quando um vendedor guarda estoques de produtos para outra temporada, por ser algo que altera os preços, o mesmo já está especulando. As evoluções econômicas e tecnológicas efetivas, imprescindíveis para o avanço mundial, mostraram que o Capitalismo é o mais adequado para a realidade. 
 Roberto Campos diria que o socialismo é algo que alardeia boas intenções, mas dispensa resultados. Campos chama o hipócrita sistema cubano de “filhos de Marx numa transa adúltera com a coca cola”, pois seus governantes adoram a generosidade, mas com dinheiro dos outros…  

É inteligível a raiva de muitos esquerdistas, ao observarem o fracasso do socialismo/comunismo, já natimortos, quando formulados por Marx e companhia. Apesar das imperfeições do capitalismo tanto socialistas utópicos, “científicos” e “reais”, não conseguiram sobreviver ao mundo real, pois acabaram por sucumbir à própria incompetência econômica, algo pouco relevante no universo onírico.

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About Wagner

Jornalista, trabalha com assessoria de imprensa e comunicação estratégica; escreve artigos de sobre política econômica para o Jornal Imprensa e é articulista jovem do site do Instituto Millenium. Jornal Imprensa: http://jornalimprensa.com.br/ Instituto Millenium: http://www.imil.org.br/ facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002044718065 E-mail: wagneraugusto.vargas@gmail.com

Posted on Agosto 12, 2011, in Uncategorized. Bookmark the permalink. 1 Comentário.

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